Fundada em Lisboa, em 28 de junho de 1986, pela Cooperativa de Ensino Universidade Lusíada, CRL, que, pelo Decreto-Lei n.º 117/2003, de 14 de junho, se transformou na Fundação Minerva — Cultura — Ensino e Investigação Científica, cedo a Universidade Lusíada alargou as suas atividades ao Porto e a Vila Nova de Famalicão.
Hoje, passados 40 anos da sua existência, a Universidade Lusíada orgulha-se da sua dimensão nacional e internacional, do prestígio alcançado e, principalmente, do contributo dado ao país na formação universitária de uma parte significativa da sua juventude.
Com efeito, os cerca de 42.000 licenciados que, a nível nacional, obtiveram nelas a sua habilitação superior, desempenham hoje, nos mais diversos domínios, um papel fundamental para o desenvolvimento cultural, económico e social do país, concretizando os mais nobres objetivos da Universidade Lusíada e, por esse facto, são o mais eloquente testemunho de que ela é uma Universidade de referência.
A verificação desta realidade tem exigido da Universidade Lusíada um contínuo esforço de qualificação do seu corpo docente, de atualização dos seus equipamentos técnicos e tecnológicos e de renovação das suas práticas pedagógicas, tendo sempre em vista um ensino que apenas se subordina aos princípios da qualidade e do rigor científico.
É que, hoje, num mundo confrontado com vertiginosas transformações de âmbito social e económico, a nova sociedade exige profissionais com elevado nível cultural, científico e técnico que só a formação superior pode proporcionar. E, a Universidade Lusíada, querendo responder a essas exigências, bem como satisfazer legítimas aspirações de realização pessoal, não poderiam defraudar as expetativas de quem as vem procurando. Por isso, para a Universidade Lusíada a formação não termina numa sala de aula, pois entendemos que a formação universitária não pode reduzir-se a uma mera instrução técnica orientada para o desempenho de uma profissão. Isso, significaria renunciar à educação em si mesma.
Consequentemente, a formação universitária deve dar resposta às perguntas especificamente humanas sobre o sentido e o significado da existência e refletir sobre os temas de fundo da atualidade, promovendo nos estudantes a consciência social formada pelos princípios e valores humanos da tradição, da história e da cultura da sociedade portuguesa, e fomentando a busca da verdade, da criatividade, da capacidade crítica e de todos os demais hábitos e atitudes que enriquecem o homem.
A aquisição de uma consciência ética e social que determine o comportamento e o procedimento científico e profissional é o suporte do projeto de formação integral da Universidade Lusíada. Procuramos que os membros da nossa comunidade universitária se distingam pelas suas qualidades humanas e, ao mesmo tempo, pela sua preparação cultural e alta categoria profissional. Na prossecução deste objetivo, as atividades de extensão cultural desempenham um papel primordial de enriquecimento da vida académica com seminários, conferências, debates, congressos, masterclasses, cursos de verão, etc., que permitem aos estudantes estar em dia, ampliar os seus horizontes e complementar a formação integral que procuramos ministrar-lhes. Os estudantes cooperam também nestas atividades podendo organizar iniciativas e apresentar ideias, o que as converte, sem dúvida, numa experiência enriquecedora, por si mesma, em todos os aspetos. Prova-o o funcionamento ativo de vários núcleos estudantis.