A Arquitetura não é o edifício per se, mas o espaço que o ocupa. O vazio habitado, a envolta atmosfera. O lugar do encontro com a inefável Beleza, que é em si mesmo a própria Beleza. Como pode a Arquitetura tornar a ser Bela, transcendentemente Bela, profunda e verdadeiramente Sagrada? Preencher e iluminar a obscuridade do mundo? Comover e elevar o coração do homem às alturas do divino? É este o perene e perpétuo desejo da humanidade: uma Arquitetura autêntica, essencial. O seu futuro não depende da nossa modernidade, mas da nossa, verdadeiramente humana e eterna, inteireza. A nós, Arquitetos, não nos é pedido apenas saber fazê-la, mas desejá-la, amá-la. Somente assim poderemos, um dia, entregar ao mundo esta verdadeira Arquitetura. Na nossa dissertação, partindo do reencontro do diálogo entre a Liturgia e a Arquitetura, percorreremos a transcendente via universalis até à real concretude de dois recantos de eternidade, de dois lugares Sagrados, do Transcendente entrelaçar do Silêncio e da Liturgia, do visível e do invisível. (Maria de Assis Libório)