A presente dissertação analisa a Comporta e a Península de Tróia enquanto territórios em contínua evolução, interrogando a forma como sucessivas fases de ocupação, desde os primeiros modelos turísticos aos projetos contemporâneos, moldaram a paisagem atual. A arquitetura é entendida como instrumento privilegiado para ler estas transformações, na medida em que integra modos de vida, padrões de mobilidade sazonal, valores culturais e estratégias de relação com o lugar. A partir do confronto entre pré-existências e intervenções recentes, discute-se a tensão entre preservação do património e expansão contemporânea, avaliando em que medida os projetos atuais contribuem para uma abordagem integrada num território costeiro sensível. Procura-se assim, compreender de que forma a produção arquitetónica participa na construção da identidade da Comporta e da Península de Tróia, propondo critérios de intervenção para orientar práticas futuras mais conscientes e sustentáveis. (Carolina Caramês Simões de Castro e Almeida)