Num mundo em constante transformação, marcado pelo fenómeno da globalização e da evolução técnico-científica falar em adaptação é falar em sobrevivência.
As Organizações Sociais são obrigadas a responder e a adaptar-se constantemente a alterações legislativas, económicas, políticas e influências sociais predominantes num determinado momento que conduz inevitavelmente a grandes mudanças na forma como os serviços sociais estão organizados e como são geridos que, por sua vez, tem um grande impacto na profissão do/a assistente social.
O/A Assistente Social tem que desenvolver e responder continuamente com base do seu conhecimento, valores e habilidades na prática de se adaptar a novos papeis e desafios gerados pelas estruturas sociais e políticas.
A cultura de uma organização serve de matriz, dá sentido, direciona e mobiliza os elementos de uma organização na sua ação. Assim a cultura organizacional não é só um apanágio das organizações, mas também um fenómeno ativo, vivo onde as pessoas criam e recriam os mundos onde vivem.
“Torna-se, assim, incontornável estudar a cultura das organizações, como um activo intangível mas mobilizável, bem como dos profissionais que nelas interagem.” (LOPES, 2009-2010:5)
Este é um estudo que pretende abordar a Cultura Organizacional (CO) de um movimento social em Portugal marcante, que surgiu após o 25 de Abril de 1974, para as pessoas com deficiência Intelectual e suas famílias.
Pretende também analisar o Serviço Social (SS) nos contributos e percurso do Movimento CERCI, nos processos de mudança, desde a sua génese à contemporaneidade, o agir profissional dos (das) Assistentes Sociais (AS) nos processos de gerenciamento na da defesa dos Direitos Humanos e Sociais das pessoas com deficiência e das suas famílias e também dos direitos individuais em Portugal inseridos no Movimento CERCI. (Sílvia Sofia Dias Ganhãoa