APRESENTAÇÃO
A presente dissertação, intitulada “Cuidadores Informais Idosos: Vivências e Desafios no Ato de Cuidar”, tem como finalidade compreender os desafios e as vivências dos cuidados informais idosos, as suas vivências e os desafios no ato de cuidar, na prestação de cuidados a um dependente, em contexto de domicílio. Procura trazer novos contributos para a área do Serviço Social, com especial enfoque na saúde física e mental do cuidador informal idoso, pelas repercussões no ato de cuidar. O estudo tem como objetivo geral compreender a situação do cuidador informal idoso no Concelho do Seixal e a sobrecarga sentida no ato de cuidar. Para além disso, permite aos Assistentes Sociais refletirem e promoverem metodologias, estratégias, programas e políticas públicas que vão de encontro à qualidade de vida do cuidador e pelo seu bem-estar, salvaguardando os seus direitos.
Definiu-se como metodologia a realização de entrevistas a cuidadores informais idosos no Concelho do Seixal, na sua dimensão qualitativa, de modo a compreender o significado do ato de cuidar no contexto das experiências vividas pelos sujeitos. Para o tratamento dos dados obtidos recorreu-se à transcrição das entrevistas, com recurso ao Software Microsoft Excel, podendo ser analisado assim cada variável, permitindo comparar todos os dados obtidos.
O ato de cuidar é justificado pelo sentido do dever e retribuição, acarretando uma dualidade de sentimentos. Ou seja, tristeza e angústia, mas também afeto, carinho e amor, dado pelos dependentes aos seus cuidadores. O cuidar também tem impactos na qualidade de vida dos cuidadores informais idosos, uma vez que estes também necessitam de assistência, enfrentando desafios físicos, emocionais e cognitivos. Além disso, a sobrecarga física, emocional e psicológica resultante da função de cuidar é exacerbada pelas limitações inerentes ao envelhecimento, comprometendo o seu próprio bem-estar e qualidade de vida, em prol de quem cuidam, privando-se da sua individualidade. Estes fatores sublinham a necessidade de desenvolver estratégias de apoio, permitindo não só aliviar a sobrecarga dos cuidadores idosos, como promover a sua qualidade de vida, sem comprometer o seu bem-estar. (Carolina Cabral Brilhante)