APRESENTAÇÃO
O presente estudo de investigação teve como objetivo compreender a perda do cônjuge em idosos institucionalizados e não institucionalizados bem como o possível luto prolongado e o bem-estar psicológico do idoso. Habitualmente, as perdas estão na origem de sofrimento psicológico e entre as perdas mais significativas figuram as perdas por morte. Seguido à morte vem um período habitualmente denominado de luto. O processo de luto pode, em alguns casos, decorrer com sintomas que se poderão desenvolver em perturbação de luto prolongado, quer pela aparição de novos sintomas quer pela frequência, intensidade e/ou duração dos mesmos. O luto prolongado, é caracterizado por reações severas e incapacitantes que ocorrem por um longo período após a perda de uma pessoa significativa, sendo que representa um problema de saúde pública.
Assim, na ajuda a lidar com o processo do luto, o ser humano procura ajuda nos familiares, no contexto envolvente e naqueles que lhes são próximos. Deste modo, face à institucionalização dos idosos que se veem privados dos seus cônjuges, urge a necessidade de verificar se o luto é vivido e ultrapassado ou perdura no tempo. E como este se pode diferenciar entre idosos institucionalizados e idosos não residentes em lares.
A amostra inclui 76 participantes, com idades compreendidas entre os 69 e os 98, sendo que 45 participantes do género feminino e 31 do género masculino. Foram utilizados três instrumentos quantitativos para recolher os dados: questionário sociodemográfico, avaliação de perturbação de luto prolongado (PG-13) e escala de bem-estar psicológico de Ryff. (Maria Carolina da Silva Gonçalves)