APRESENTAÇÃO
O XV Congresso Internacional de Psicologia da Criança e do Adolescente, nesta edição, tem por objetivo discutir os temas do trauma na infância, com o título "Trauma, desenvolvimento e bem-estar". Na linha dos anteriores congressos, queremos criar um espaço de discussão, trazendo dados da investigação e boas-práticas da intervenção em psicologia. Será um momento de desafio para todos, pensar o trauma, não apenas como um efeito devastador no desenvolvimento humano, mas como prevenir a sua existência, na proteção do desenvolvimento e intervir na sua decorrência. Assim, teremos diferentes tempos dedicados a analisar o trauma e as suas fontes, resultados de investigação e boas-práticas de intervenção. Convidamos a submissão de propostas de comunicações, em formato oral e escrito, que contribuam para os objetivos do XV CIPCA, e que contribuam para o aumento do conhecimento e da partilha de práticas profissionais.
Procuraremos, assim, refletir sobre infância, como um período de desenvolvimento relevante para a formação do futuro adulto, os traumas na infância apresentam-se como experiências adversas que podem impactar nas diversas áreas de crescimento, sejam elas do foro emocional, cognitivo comportamental e físico. Apresentando consequências ao longo da vida, que podem ser expressas nos seus os relacionamentos e no bem-estar físico e psicológico, os traumas de infância podem ter diferentes fontes, incluindo abuso físico, sexual ou emocional, negligência, separação dos pais, testemunho de violência doméstica, bullying, perda de um ente querido e outros eventos perturbadores. O impacto desses traumas pode ser profundo, afetando o desenvolvimento emocional e psicológico da criança e do adolescente, caso não possuam as ferramentas emocionais ou cognitivas para processar plenamente as suas vivências. A investigação na área tem referenciado que, embora os traumas possam deixar marcas futuras, é, todavia, possível dar um novo significado a acontecimentos passados, identificar padrões de comportamento e pensamentos nocivos e neutralizá-los por padrões saudáveis.
Com base neste contexto, propomos a discussão desta temática, tendo em conta o impacto do trauma ao longo do desenvolvimento, mas também as boas-práticas na intervenção psicológica.