APRESENTAÇÃO
A infidelidade numa relação, por norma, acarreta diversas consequências e desafios na vida de um casal, levantando diversas questões sobre o porquê do sucedido e como será que a confiança será novamente reposta. Deste modo, o presente estudo procura, por um lado, explorar os preditores da infidelidade e, por outro lado, os efeitos que a infidelidade pode desencadear numa relação. A amostra do estudo é composta por 101 jovens adultos, que frequentam o ensino superior (17 do sexo masculino e 84 do sexo feminino), com idades compreendidas entre os 20 e 24 anos (M = DP = 1.52, [20-24 anos]). As amostras encontram-se dividida em três grupos, nomeadamente, o grupo inféis, o grupo traídos e o grupo de controlo (grupo de indivíduos que não foram infiéis, nem foram traídos).
O plano metodológico incluiu a administração de oito instrumentos (Questionário Sociodemográfico, Escala de Motivação para a Infidelidade, Escala de Vinculação do Adulto, Escala de Avaliação da Satisfação em Áreas da Vida Conjugal, Inventário de Saúde Mental, Questionário de Autoestima de Rosenberg, Escala de Tolerância à Infidelidade e Questionário Brief - COPE). Os resultados revelam uma maior predominância do sexo feminino para ser infiel, em comparação ao sexo masculino. Verificou-se que as principais motivações para a infidelidade, são a motivação por negligência e por insatisfação. Foram observadas diferenças significativas relativamente aos níveis de motivação para infidelidade por negligência de acordo com os níveis de insatisfação conjugal.
Verificou-se ainda uma forte relação entre a subescala do questionário de vinculação – ansiedade e a autoestima. (Catarina Godinho Saraiva)