APRESENTAÇÃO
Ao explorar a complexa interseção entre arquitetura contemporânea, sociedade de consumo e cultura do espetáculo, podemos concluir que existe a manifestação de uma narrativa complexa sobre a influência da imagem no espaço construído. Destaca-se como a estética, impulsionada pelo capitalismo artístico, que permeia diversas áreas, desde a televisão até à arquitetura, influenciando uma cultura do espetáculo. O consumo, enraizado na lógica capitalista, é abordado como um motor que reconfigura padrões, priorizando impulsos hedonistas, apesar de suas potenciais ramificações psicológicas. A procura contemporânea pela felicidade é contextualizada em termos de conforto material e tecnológico, sendo a arquitetura proclamada como uma influência importante nesse processo, ligada à «arquitetura de sedução». A evolução da superfície arquitetónica, a sua estetização e, simultaneamente, a crítica à perda de profundidade simbólica, destaca-se através da importância de superar análises superficiais na arquitetura contemporânea e a procura por um equilíbrio entre a estética sedutora e significados, sublinha-se a relevância da superfície como uma membrana ativa de comunicação, refletindo a sociedade imersa no «mundo superficial de persuasão e sedução». (Luís Miguel Morais dos Santos)