APRESENTAÇÃO
A pergunta que persiste tem a ver com a necessidade de compreender a capacidade que edifícios e tecidos urbanos têm de persistir estruturalmente no tempo embora com programas de uso diversos do da sua génese.
Focar-nos-emos em Lisboa, cidade que, a partir da experiência da fruição das obras de Gonçalo Byrne, permite espoletar questões na base da presente investigação. Esta funda-se na premissa de que, a partir da leitura da anterioridade e do seu revelar, poderemos encontrar o tema fundador de futuras vivências na contemporaneidade.
Num tempo em que a novidade é o foco da arquitetura contemporânea, esta dissertação pretende mostrar que assumir as vivências do passado num dado local pode ser ponto de partida para uma melhor vivência no futuro.
Assim, foi desenvolvida uma estrutura onde, num primeiro momento, se apresenta este modo de operar desde tempos passados até intervenções na contemporaneidade.
Num segundo momento, procuraremos ler as “camadas” do tecido urbano da cidade de Lisboa, em particular de alguns edifícios da autoria de Gonçalo Byrne, procurando entender de que modo os diferentes programas em diferentes tempos se foram somando e não excluindo, porque se fundaram numa postura que inteligentemente integra intervenções anteriores. (Ema Filipa Arsénio Lourenço)