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Prova pública de mestrado em Psicologia Clínica

 IVG e saúde mental 

Lic.ª Brunna Baihense dos Anjos Drapievsky

12 maio 2026 • 19H30 - 21H00 • Sala Multiusos — Universidade Lusíada [Lisboa]

APRESENTAÇÃO


No mundo são realizados cerca de 73 milhões de abortos por ano. A IVG consiste no termino de uma gravidez por decisão da mulher. Estudos indicam que as motivações da mulher para a realização da IVG são diversas, sendo que frequentemente essa decisão vem acompanhada de sentimentos de vergonha e culpa, com impacto em termos psicológicos. Este estudo tem como objetivos (1) identificar as consequências psicológicas da IVG na saúde mental das mulheres, (2) compreender quais as variáveis individuais que contribuem para a decisão da IVG, e (3) identificar as variáveis que ajudam a potencializar ou a atenuar as consequências psicológicas da IVG.
Metodologia: Recorreu-se a um desenho metodológico misto. A técnica de amostragem foi não probabilística e incluiu 40 mulheres, que experienciaram um processo de IVG, com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos. Os dados foram recolhidos por questionário online, integrando a Escala de Ansiedade, Depressão e Stress (EADS-21), a Escala de Conflito na Decisão (ECD), o Questionário de Valores e Crenças (QVC) e a Escala de Satisfação com o Suporte Social (ESSS). Foram realizadas análises estatísticas descritivas e correlações de Spearman, testes t de comparação de grupos e regressão linear. A análise qualitativa, conduzida por análise temática, complementou os dados quantitativos. Resultados: Os resultados indicam que níveis elevados de conflito na decisão (p = .011) e crenças mais tradicionais sobre a maternidade e sexualidade (p = .042) associam-se significativamente a maiores níveis de ansiedade, depressão e stress. O suporte social não demonstrou relação estatisticamente significativa com os níveis de sofrimento emocional (p = .133), embora tenha emergido como fator de proteção nas narrativas qualitativas. A análise temática identificou cinco temas principais: desafios económicos, impacto na saúde física, carga emocional e psicológica, ausência de rede de apoio e vivências traumáticas.
Conclusão: Em suma, tornou-se necessário realizar este estudo onde se encontraram diferenças nos sintomas pós-aborto e foi possível verificar que as crenças em relação a maternidade e o conflito de decisão tiveram influência na sintomatologia. Comprovou-se que a utilização do desenho misto de investigação é importante no futuro, para que exista uma maior reflexão em termos de compreensão da IVG. (Brunna Baihense dos Anjos Drapievsky)

PROGRAMA


12 MAIO 2026 • 19H30 - 21H00 • Sala Multiusos — UNIVERSIDADE LUSÍADA [LISBOA]
TítuloIVG e saúde mental.
MestrandaLic.ª Brunna Baihense dos Anjos Drapievsky
Júri Prof.ª Doutora Túlia Rute Maia Cabrita
Presidente

Prof.ª Doutora Joana Martins Lopes Gonçalves
Orientadora

Prof.ª Doutora Teresa Paula Rodrigues de Oliveira Leite Maurer
Arguente

Organização

Instituto Lusíada de Pós-graduações
Universidade Lusíada

Notícia

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