APRESENTAÇÃO
O aumento da longevidade por via da melhoria dos cuidados de saúde propiciou uma mudança de paradigma demográfico que se caracteriza por um crescimento significativo da população envelhecida. Dada a associação entre envelhecimento e perda de funcionalidade, tal mudança tem propiciado o desenvolvimento de desafios ao nível da prestação de cuidados às populações idosas. O presente trabalho visa compreender como é que o ato de cuidar de alguém dependente interfere na qualidade de vida de um cuidador informal. Adotou-se uma abordagem quantitativa, tendo-se recolhido dados junto de 54 cuidadores informais com recurso à Escala de Qualidade de Vida (WHOQOL-BREF), Escala de Zarit, Escala de Satisfação com o Suporte Social, Índice de Avaliação das Dificuldades do Cuidador e Escala de Barthel. Os resultados convergiram com a literatura, reforçando a associação dos cuidadores informais a quadros de sobrecarga e exaustão. Constata-se a pertinência de investir no suporte – material, emocional e informativo – a estes cuidadores, a fim de os capacitar para, com bem-estar, continuar a prestar um apoio tão necessário à prosperidade das gerações envelhecidas. (Maria Matilde Magalhães de Sousa Ribeiro Felisberto)