APRESENTAÇÃO
A presente dissertação propõe-se a investigar a Luz como elemento essencial na Arquitetura, com um estudo comparativo entre as abordagens de Alberto Campo Baeza e Louis Kahn. A Luz, tal como Le Corbusier a definiu: “revela as formas debaixo do sol”, assume um papel fundamental na criação de atmosferas, na definição dos espaços e na experiência emocional que os edifícios transmitem aos seus utilizadores. A investigação começa por situar historicamente o tema da Luz, explorando como civilizações antigas, como a egípcia, utilizaram este recurso de forma simbólica e espiritual, com monumentos alinhados com os solstícios e concebidos para manipular a Luz solar, criando uma experiência de adoração e conexão cósmica. Ao longo dos séculos, esta importância simbólica evoluiu, influenciando mestres modernos como Le Corbusier, que viram na Luz uma oportunidade de explorar a transparência e a simplicidade no desenho arquitetónico. Dentro deste contexto, Louis Kahn, conhecido pela monumentalidade e espiritualidade da sua obra, tratou a Luz como elemento quase divino, capaz de dar vida e significado aos espaços. Kahn vê a Luz como elemento revelador, que transforma os espaços e lhes confere profundidade espiritual. Alberto Campo Baeza, que reconhece em Louis Kahn uma das suas maiores influências, interpreta a Luz como “o material mais precioso que existe”, utilizando-a para criar espaços claros e ordenados, onde a simplicidade e o vazio são levantados. O estudo focar-se-á na análise de projetos específicos de cada Arquiteto, permitindo uma compreensão mais profunda da sua relação com a Luz e de como este elemento influencia as suas abordagens Arquitetónicas. (Diogo Saldanha Vilaça de Abreu Castelo Branco)