O terrorismo, é um fenómeno em constante mutação, ontem esfaqueavam-se e baleavam-se reis, Czares, e Presidentes, hoje explodem-se cidades inteiras, e, amanhã possivelmente disseminar-se-ão doenças. Com agentes biológicos, é possível criar pandemias, “num estalar de dedos”.
Até recentemente, a imagem de uma catástrofe global não se parecia com uma explosão- referência à atual tensão nuclear com a Rússia-, mas com a disseminação de micro-organismos. A hipótese de um atentado bioterrorista num transporte público, da contaminação de produtos alimentares com um agente biológico, de uma guerra biológica, ou até mesmo, de uma nova pandemia de caráter terrorista, são ideias que espalham o pânico, na modernidade.
Uma pandemia depois, o único facto que podemos ter como garantido, é que existirá uma próxima pandemia, só não sabemos quando e qual a sua origem. Nunca é cedo demais para construir “pandemic prepareness”, mas amanhã pode ser tarde demais.
Podemos dizer que Portugal e a União Europeia, estão capacitados na estratégia de papel, não lhes faltam normas, tratados, planos, diretivas, ou recomendações, em matéria de terrorismo, mas têm sido difíceis “arrancá-los” para a realidade.
Se queremos travar a próxima pandemia, devemos adotar um modelo de “democracia antecipatória”, apostando na prospetiva estratégica. Como fazer Xeque-Mate à Ameaça Bioterrorista? Numa visão simplista, devemos explorar futuros, e construir castelos de areia blindados às tempestades por vir. (Lúcia Isabel da Costa Oliveira)