Este estudo apresenta uma visão de necessidade evolucionista, da atuação das Forças e Serviços de Segurança, na comparticipação produzida por alguns dos novos avanços da Inteligência Artificial, que vem mudar de forma radical a conceção clássica de acesso e salvaguarda de dados em formato digital, tendo em vista contribuir de forma direta para o aumento da assertividade na investigação criminal, com reflexo direto na melhoria da manutenção da Segurança Pública.
A Inteligência Artificial, permite de forma autónoma, rastrear, identificar e informar com precisão sobre pessoas, viaturas e diversos objetos num dado tempo e espaço, atuando como um aliado para potenciar a Segurança Pública, pela sua aplicação no processamento da análise digital dos registos de imagens, produzindo impacto na prevenção, auditoria criminal, concomitantemente no desempenho dos profissionais de segurança.
Assim, afigura-se como relevante estudar o uso destes instrumentos, para permitir que os órgãos políticos, a sociedade civil e as Forças e Serviços de Segurança melhorem, encontrem, meios tecnológicos, para cumprir com crescente facilidade e agilidade, todos os pressupostos de eficácia e eficiência na securitização pública, mas, também, observar a preservação dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos. (Eulálio do Carmo da Silva Rola)