A presente investigação tem como grande prioridade analisar as informações estratégicas no contexto da segurança nacional e determinar que papel poderão assumir os serviços de informações no seio de uma grande estratégia nacional com o objetivo de responder aos desafios que o país enfrenta. De forma a cumprir este propósito realizou-se um debate assente numa abordagem compreensiva a vários aspetos, nomeadamente: às componentes técnicas das informações estratégicas; à política externa nacional; as informações à luz do Direito Internacional e Direito Interno; a capacidade de o país possuir uma grande estratégia; e por fim ao papel poderão assumir os serviços de informações no apoio à tomada de decisão e na efetivação de uma grande estratégia nacional tendo em vista a resposta aos desafios que o país enfrenta.
O caminho metodológico percorrido assentou no estabelecimento de relações causa-efeito, que conjuntamente com o apoio da teoria, permitiu compreender as falhas, enumerar as potencialidades e elaborar soluções para a problemática sobre estudo.
A análise realizada e as propostas que foram elaboradas, superaram as expectativas na medida em que foram sendo corroboradas pela teoria. Conclui-se, portanto, que Portugal entrou num rumo de clara decadência desde o “abandono” e desinvestimento na implementação de um sistema de informações que fornecesse uma compreensão acrescida da realidade, de forma a agarrar oportunidades para a obtenção de ganhos e a prevenir impactos negativos para o país decorrentes das conjunturas que se foram sucedendo. Afirma-se de igual forma, com base na investigação realizada, que Portugal mesmo sendo um pequeno Estado com recursos limitados, pode ter uma grande estratégia assente na sua vertente marítima e lusófona, com o apoio critico dos serviços de inteligência em todos os setores da mesma. Tudo o que foi proposto só será possível se a vontade política permitir, estiver dotada da visão para tal e realize os investimentos necessários nos serviços de inteligência nacionais, para que estes se tornem eficazes. Uma regra de ouro que nunca deve ser esquecida é que não há desenvolvimento sem segurança. (Bruno Pinto Cruz)