A pandemia do COVID-19 teve início no final de 2019 causou inúmeras consequências psicológicas e sociais para as crianças, adolescentes e suas famílias. Os períodos longos de confinamento, restrições nos contatos sociais, associados às aulas online dos menores, e muitos pais em home office, levaram às famílias a novas formas de rotina e de relacionamentos que podem ter consequências para sua saúde mental e qualidade de vida. O objetivo geral deste estudo é analisar a saúde mental (stress percecionado), a preocupação parental de pais, mães e cuidadores principais de crianças e adolescentes durante a pandemia do COVID-19 e sua relação com a qualidade de vida da criança e do adolescente. Para a realização deste estudo participaram de um inquérito online 205 adultos (165 mães, 37 pais, duas madrastas e uma avó; M= 41.24) de crianças e adolescentes (M= 9.63; 52.2%do género feminino e 47.8% do género masculino) durante a pandemia do COVID-19. Os instrumentos utilizados foram, Perceived Stress Scale, Escala de Preocupações Parentais e KIDSCREEN-10 versão para pais. Os resultados obtidos neste estudo, revelaram que quanto maior for o stress e as preocupações parentais, menor é a qualidade de vida da criança e do adolescente. Verificou-se uma correlação positiva e fraca estatisticamente significativa entre stress e preocupações parentais. Observou-se que quanto maior é o stress percecionado dos pais prevê uma menor qualidade de vida da criança e dos adolescentes. Conclui-se uma influência significativa do stress para a qualidade de vida, enquanto as preocupações parentais não contribuíram significativamente para o modelo. (Rita Vanessa Feição Gaspar dos Santos Carvalho)