O presente estudo teve como objetivo compreender e caracterizar o impacto da reabilitação neuropsicológica nas funções neuropsicológicas e na qualidade de vida dos idosos. Foi utilizada uma abordagem longitudinal mista. Foram realizados dois estudos, o primeiro assenta na caraterização das funções neuropsicológicas dos participantes e o segundo estudo corresponde à eficácia dos programas de intervenção, comparando-se os tempos de intervenção diferentes com dados recolhidos para o estudo 1 e uma amostra recolhida com um tempo de intervenção diferente. No primeiro estudo foram utilizados 36 participantes, com média de idade de 79.11, no segundo estudo temos uma amostra constituída por 29 participantes para o programa de intervenção, onde se encontram o grupo 1 (3 meses de estimulação) e o grupo 2 (6 meses de estimulação). Os instrumentos utilizados foram um protocolo de avaliação neuropsicológica, um questionário de qualidade de vida e um programa de estimulação cognitiva. Os resultados apontam para um valor médio de pontuação final de 83.52 pontos relativo às funções neuropsicológicas. Verificou-se que o programa de intervenção teve impacto em apenas algumas funções neuropsicológicas específicas. Conclui-se, também, que o grupo 1 apresentou melhores resultados na maioria das funções do que o grupo 2. Não existe relação entre os programas de intervenção e a qualidade de vida dos participantes. (Raquel Sofia Pimentel Espanhol)