A equipa de cuidados paliativos domiciliários presta cuidados a doentes em situação de sofrimento, decorrente de doença incurável em fase avançada e progressiva, com o objetivo de promover o seu bem-estar e qualidade de vida.
O cuidado diário de um doente no domicílio, pode acarretar uma sobrecarga física, emocional, social e económica com repercussão na qualidade de vida desses cuidadores, contudo o ambiente domiciliar confere conforto, proteção e aproximação de familiares, sendo benéfico para um doente fragilizado. Perante estas condições, este estudo tem como objetivo geral averiguar a saúde mental, a sobrecarga do cuidador e a satisfação para com os cuidados prestados pela equipa de cuidados paliativos domiciliários, além descrever e caracterizar os cuidadores e os cuidados prestados; compreender e caracterizar a sobrecarga do cuidador informal; compreender e caracterizar a saúde mental do cuidador informal, particularmente os níveis de ansiedade, depressão e stress e compreender e caracterizar a satisfação do cuidador informal relativa à prestação de cuidados por uma equipa de cuidados paliativos domiciliária.
Foi aplicada a escala de Zarit Burden Interview (ZBI-4); a Escala de Ansiedade, Depressão Stress (EADS-21) e a escala Famcare, para avaliar a satisfação do cuidador informal para com a prestação de cuidados numa amostra, constituída por 63 participantes, com idades entre os 36 e os 82 anos.
Os resultados evidenciaram que os cuidadores possuíam um nível elevado de ansiedade, de depressão e stress e sentiam-se sobrecarregados nos cuidados prestados aos doentes, contudo, globalmente satisfeitos com os cuidados prestados por uma equipa de cuidados paliativos domiciliários. Espera-se que este estudo contribua para um melhor conhecimento da importância da prestação de cuidados paliativos domiciliários, bem como a sobrecarga, a ansiedade, a depressão e o stress diário a que o cuidador está sujeito. (Margarida Eugénio de Oliveira)