APRESENTAÇÃO
Este estudo tem como objetivo geral compreender e caracterizar as relações entre a perceção de apoio familiar, a perceção de relação com os colegas de turma, a qualidade de vida relacionada com a saúde e a vitimização. Utilizou-se uma sub-amostra de 1245 participantes da região de Lisboa, de entre 8215 alunos que participaram no estudo Health Behaviour in School aged Children/HBSC. Estes participantes estavam a frequentar o 6º, 8º, 10º e 12º ano de escolaridade, com uma média de idades de 14 anos (DP=2.28). Estes participantes foram avaliados ao nível da perceção de relação com os colegas de turma, perceção de apoio familiar, qualidade de vida relacionada com a saúde e o grau de vitimização (bullying e cyberbullying).
Os resultados indicam a existência de uma relação negativa entre a vitimização e a qualidade de vida relacionada com a saúde, entre a vitimização e a perceção de relação com os colegas de turma, entre a vitimização e a perceção de apoio familiar. Além de se observar uma relação positiva entre a qualidade de vida relacionada com a saúde e a perceção de relação com os colegas de turma e entre a qualidade de vida relacionada com a saúde e a perceção de apoio familiar. Verificam-se também diferenças nos diferentes anos de escolaridade e entre sexos, nas diferentes variáveis analisadas, exceto no caso da vitimização em que não se observaram diferenças entre rapazes e raparigas.
Conclui-se que as diferentes variáveis analisadas têm impacto na qualidade de vida e grau de vitimização destes jovens, como tal, propõe-se uma análise mais aprofundada de como promover o suporte social de modo a reduzir os níveis de vitimização e aumentar a qualidade de vida relacionada com a saúde. (Cláudia Rosa Alves Pereira)