Associado à frequente utilização das Novas Tecnologias (NT) e à rápida evolução das mesmas, surge também um desenvolvimento imprevisível no que diz respeito ao seu impacto nos jovens (Cucos & Labăr, 2014). Deste modo, emerge uma nova preocupação, associada à interatividade dos adolescentes, sendo fundamental verificar a relação de qualidade-tempo em que estes se encontram a utilizar as NT, assim como as razões que explicam a utilização intensiva destas (Oliveira, 2017). Este é um estudo de caráter misto, tendo tanto uma componente quantitativa (integrado no estudo Health Behavior in School aged Children), quanto qualitativa (grupos focais desenvolvidos com turmas do 6.º, 8.º e 9.º anos). A primeira amostra é composta por 1927 participantes do género feminino (56%) e masculino (44%), com idades compreendidas entre 10 e os 22 anos (M=14.97, DP=2.51) e a segunda amostra é composta por 63 indivíduos (n=63), com idades compreendidas entre 11 e os 17 anos (M= 13.68, DP=2.213), sendo que 63.5% dos participantes são do género masculino e 36.5% do género feminino. Os resultados parecem indicar evidências que corroboram a hipótese de que uma maior utilização das NT, principalmente quando esta não tem controlo parental e é utilizada de forma excessiva, apresenta uma relação com o bem-estar e a autoimagem dos adolescentes. Neste sentido, pretende-se alertar para a importância dos microssistemas dos jovens (e.g., família, escola, comunidade), se encontrem disponíveis e interessados em acompanhar aspetos relacionados com a saúde e o bem-estar destes jovens, nomeadamente em relação à utilização excessiva e prejudicial das novas tecnologias, assim como à importância da utilização das mesmas, quando de forma moderada. (Catarina Afonso dos Reis)