A partir do tema “O Impacto do Teletrabalho no Work Engagement devido à Covid-19, em Portugal”, este trabalho procura perceber de que forma esta pandemia, a partir de março de 2020, alterou o paradigma do teletrabalho e impactou sobre o work engagement de quem trabalha sob esta modalidade de trabalho, em Portugal.
A pandemia forçou a uma mudança radical na realidade do trabalho e das rotinas pessoais, marcada pela implementação do teletrabalho de forma praticamente generalizada, a nível global. Em Portugal, cerca de 40% dos trabalhadores têm vindo a trabalhar remotamente desde o início do confinamento obrigatório, o que implicou que, para este efeito, tanto as empresas como as pessoas, se adaptassem e adaptassem os seus serviços e rotinas ao mundo digital e à Internet.
No entanto, a academia demonstra que ao teletrabalho, nas suas várias dimensões, se levantam questões laborais importantes a que organizações, governos, trabalhadores e legisladores terão de atender, sob pena prejuízo do work engagement e de insucesso empresarial e de elevados custos sociais, económicos e humanos.
Neste sentido, este trabalho vai procurar estabelecer de que forma a experiência de teletrabalho durante a pandemia por Covid-19 impactou sobre o work engagement e de forma as políticas de GRH internas que favoreçam o teletrabalho poderão atuar gerando satisfação, felicidade organizacional e work engagement, permitindo assim que o teletrabalho se assuma como uma modalidade laboral favorável tanto para as organizações como para os trabalhadores.
Procurar-se-á ainda perceber de que forma se poderá revelar pertinente a implementação de um regime híbrido de trabalho, que concilie trabalho presencial com teletrabalho, para potenciar esse work engagement. (Leonor Barreiros Ferreira)