O conhecimento sobre os riscos psicossociais é crucial para intervir sobre eles e diminuir, ou até mesmo evitar as consequências nefastas que poderão ter na saúde e bem-estar das pessoas e das organizações.
O presente estudo visa identificar e avaliar os riscos psicossociais no trabalho na Secretaria-Geral do Ambiente (SG) e o seu impacto na qualidade de vida dos/as trabalhadores/as.
Para aferir os fatores de risco psicossociais foi utilizado o Questionário Psicossocial de Copenhaga (COPSOQ), versão média portuguesa.
Para avaliar a qualidade de vida, foi utilizado o questionário WHOQOL-Bref, versão portuguesa.
O questionário foi redigido no forms e enviado link de acesso via correio eletrónico aos 114 trabalhadores/as que integram o quadro de pessoal da SG. Obtivemos resposta de 60 trabalhadores/as, o que perfaz uma taxa de participação de 53%.
Os principais resultados indicam que quanto maior a influência do/a trabalhador/a no trabalho (no tipo de tarefas que faz; na escolha das pessoas com quem trabalha; da quantidade de trabalho que tem) e a saúde geral, maior é a avaliação da qualidade de vida por parte dos/as trabalhadores/as. Por outro lado, quanto maiores forem os sintomas depressivos menor é a satisfação com a sua saúde.
Já a existência de valores no local de trabalho (confiança horizontal e vertical) tem não só uma relação positiva na saúde física como também na saúde psicológica do/a trabalhador/a.
Os resultados do estudo permitem ainda indicar que elevados níveis de stress, burnout, problemas em dormir e sintomas depressivos diminuem a saúde física e psicológica dos/as trabalhadores/as e consequentemente a sua qualidade de vida. (Elisabete Maria Paiva da Silva Ribeiro)