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Lançamento de livro: 
 África – Negritude, crioulismo e assimilação 
 em Angola: o anti-Cristo da colonização 
 5 junho 2023 • 18H00 - 19H00 • Auditório 1 — Universidade Lusíada [Lisboa] 

APRESENTAÇÃO


Mais importante do que o conteúdo das ideias e das derivações, das fal­sas deduções, da História da colonização europeia dos séculos XV e XVI, em particular da colonização Ibérica, para o movimento woke, o peso da palavra, o jogo do sentido, ou da falta de sentido, das ideias que se apropriam de conceitos mal elaborados, é o que marca posição. Não é de espantar que o alvo direto, e de mais fácil apreensão para o movi­mento, seja o complexo das redes sociais e uma certa imprensa irrespon­savelmente manipuladora que serve os seus interesses políticos mais radicais, que teima em maltratar as estéticas e os valores da civilização europeia presente na colonização, sejam eles os etnocêntricos, sejam eles os cristocêntricos, que foram, e continuam a ser, assimilados pelos ex-co­lonizados. Falamos aqui das estéticas e dos valores da Francofonia, da Lusofonia e da Hispanofonia, de que falava Léopold Senghor.

As raízes deste movimento woke encontram-se no pós II Grande Guerra, em que os existencialistas marxistas, cujo expoente foi Jean-Paul Sartre, tentaram, sobretudo a partir da década de 50 do século passado, des­truir o papel desses valores e dessas estéticas, a ponto de no seu texto "Orphée Noire" este existencialista dogmático ter ensaiado uma definição pouco inteligente de Negritude, dela dizendo que é o «racismo anti-racis­ta». Felizmente, apesar de tudo e de alguns desencontros ideológicos, que a "Legitime Defense" e, mais tarde, o Movimento "Presence Africaine", estavam dotados de mentes mais inteligentes, sensíveis e conhecedoras do significado da civilização negra, como Aimé Césaire, Léopold Senghor, Léon Damas, Alioune Diop e outros, que puseram a ridículo esta tese, em particular Léopold Senghor no seu célebre discurso de 21 de abril de 1961, na Sorbonne.

Pretende-se, neste ensaio, tratar as questões e as raízes da Negritude e compreender a sua ligação ao errado qualificativo de Crioulos, onde ela não existe e, sobretudo, ao Assimilacionismo e ao seu pressuposto, no caso que nos interessa da África Lusófona, o Luso Tropicalismo.

Excerto da sinopse do livro "África – Negritude, crioulismo e assimilação em Angola:
o anti-Cristo da colonização", da autoria de Lupi Fialho.

PROGRAMA


18H00

Sessão de abertura:

  • Lisbon International Press

    Professor José Pedro Duarte Lupi Fialho
18H10

Lançamento de livro: "África – Negritude, crioulismo e assimilação em Angola: o anti-Cristo da colonização".

  • Apresentação:

    Embaixador António Martins da Cruz

19H00

Sessão de encerramento:

  • Lisbon International Press

 

Organização

  • Lisbon International Press

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PEDIDO DE INFORMAÇÃO


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   Dr.ª Natália Oliveira

   Gabinete de Relações Públicas

   Rua da Junqueira, 188 - 198 • 1349 - 001 Lisboa

   09H00 - 18H00 (segunda a sexta-feira)

   +351 213 611 631

   +351 939 353 387

   +351 213 638 307

   natalia@lis.ulusiada.pt

   N38º 41.880' W009º 11.522'

 
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