Embora a alteração dos fatores de risco seja fundamental, ou seja, existem muitos riscos modificáveis que podem ser responsáveis pela maioria dos riscos atribuíveis à população de AVC em todas as faixas etárias, sexos e etnias. Esses fatores de risco são hipertensão, tabagismo, dislipidemia, dieta não saudável, sedentarismo, obesidade, diabetes mellitus, doenças cardíacas, consumo excessivo de álcool e fatores psicossociais. Para os sobreviventes de AVC, as consequências incluem ter de depender de terceiros para realizar as suas atividades da vida diária e a perturbação da sua vida social. Esta realidade tem um impacto negativo sobre a QV sobre os pacientes e os seus familiares, que geralmente tornam-se os seus cuidadores principais.
O objetivo geral do presente trabalho é determinar quais as variáveis sociodemográficas e como estas podem influenciar a forma como é verificada a qualidade de vida cognitiva em pessoas pós AVC. Em relação aos objetivos específicos, pretende caracterizar as pessoas sob o ponto de vista sociodemográfico; analisar as repercussões da reabilitação cognitiva pós AVC. No estudo, optou-se pela metodologia quantitativa que, “considera que há uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito, isto é, um vínculo indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito. Os resultados do estudo determinaram que na qualidade de vida e género, os homens obtêm valores de qualidade de vida mais elevados, embora a diferença não seja estatisticamente significativa. O que significa que não havendo uma diferença significativa entre géneros na qualidade de vida após AVC os homens ainda mantêm valores superiores em comparação com as mulheres. (Cláudia Sofia Coelho da Silva Fernandes da Cunha Calçado)