APRESENTAÇÃO
Ao longo dos anos, vários foram os estudos e inquéritos relativos à Arquitetura Popular portuguesa. Estes, por diversas razões, acabaram por nunca se concretizarem como um estudo definitivo, deixando margem para que sejam hoje em dia bastante procurados e escrutinados no meio da investigação arquitetónica. Tal facto, e a evidente lacuna presente na abordagem ao material e a sua consequente arquitetura, apresentaram-se como catalisadores deste trabalho.
O Médio Tejo, efetivamente, aparece nestes estudos englobado num muito mais abrangente Ribatejo ou, até mesmo, nos estudos da Estremadura. A vasta área de estudo levou a que durante estes tempos algumas generalizações tenham ganhado relevo, sendo a importante construção em alvenaria de tufo calcário colocada como uma nota de rodapé, não se enquadrando em qualquer uma das restantes tipologias e arquétipos dessas maiores regiões.
Esta é a base da construção vernacular nas bacias dos rios Almonda e Alviela, tendo expressão a nível urbano, rural e até industrial. Tamanho impacto na região deve ser considerado e levantado, procurando-se defender este património, não só a nível arquitetónico como cultural. (João Pedro Gomes Gonçalves)