A presente dissertação pretende estudar as diferentes propostas arquitetónicas da dupla Aires Mateus, com o intuito de perceber de que modo é possível habitar o espaço mínimo da contemporaneidade.
A investigação tem como base a casa enquanto programa arquitetónico. Estudamos especificamente o tema do espaço mínimo de vivência individual e social e, vinculamos ao estudo as obras arquitetónicas de Francisco e Manuel Aires Mateus, cujo vínculo cultural determina-se em boa medida nas suas obras.
O estudo divide-se em três capítulos que, por sua vez, se subdividem também em três subcapítulos; correspondendo a um percurso de investigação, que tem como objetivo compreender três projetos como resposta à questão de: o que é habitar um espaço mínimo?
Inicia-se este percurso com os temas; Imaginário e Identidade. Neste primeiro capítulo procuramos entender de que modo os arquitetos constroem o seu imaginário e dão valor à identidade cultural de uma casa. Uma casa que constrói um lugar equacionando valores como o de Sítio e Tempo, resultando como marcas de uma identidade e memória.
No segundo capítulo são abordados conceitos de Espaço, de Lugar e de Estrutura como complemento da formulação de um espaço mínimo. Apresentar-se-ão estas questões a partir de diferentes perspetivas em diferentes tempos e lugares.
Por fim, no último capítulo procuramos entender em dois tempos, de que modo foram habitados os espaços mínimos. Num primeiro momento a caverna, do Homem primitivo e em segundo momento, com o movimento das Tiny Houses e das Cabanas como modo de habitar o espaço mínimo contemporâneo. Investigamos a possibilidade desde do espaço “caverna” à proposta do espaço “abrigo”, num Tempo específico para um utilizador culturalmente vinculado. (Andreia Sofia Gonçalves Ribeiro Cristóvão)