A presente dissertação desloca a noção de grafia, enquanto elemento de formação do vocábulo topografia, de modo a ampliar a compreensão da importância da apreensão de aspetos do solo terrestre, através de um processo de caminhar interior e exterior; isto é, tornando operativa a memória permanentemente esculpida no processo de rememoração da visita aos três estudos de caso eleitos: A Cidade da Cultura projetada por Peter Eisenman, a Casa em Moledo projetada por Eduardo Souto Moura, e o Cemitério de Igualada projetado por Enric Miralles e Carme Pinós.
Procurar-se-á investir a comunicação destas três visitas de uma natureza corpórea; convocar os sentidos, de modo a atualizar a compreensão dos gestos dos arquitetos. Por último, revisitar-se-á o exercício académico, desenvolvido no âmbito da unidade curricular de "Projeto III", com o objetivo de dar a ver o modo como a dimensão operativa da topo[graphia] esteve sempre presente – enquanto modo de nos encontrarmos com o mundo, no acontecer do lugar, pelo [re]conhecimento da paisagem. (Ana Rita Pereira Abrantes)