APRESENTAÇÃO
As recorrentes e cada vez mais devastadoras crises trazem à atualidade o interesse da investigação sobre as causas influenciadoras da saúde empresarial e, em particular, da destruição das empresas personificadas no conceito de falência empresarial, cujo crescimento, fruto dos tempos difíceis que vivemos.
Aquilo a que nos propomos, além da revisão dos conceitos teóricos e das práticas no que concerne a esta temática, é a criação de modelos que procurem respeitar o preconizado por Bellovary et al. (2007) na senda da obtenção da melhoria da sua capacidade preditiva ou da diminuição dos erros na classificação de entidades.
Com o objetivo de potenciar uma análise transetorial e transnacional, tomámos por amostra empresas europeias, das secções CAE C – Indústrias Transformadoras, F – Construção e G – Comércio por Grosso e a Retalho, Reparação de Veículos Automóveis.
Propomos partir dos indicadores económico-financeiros mais comuns, incluir outros de carácter macroeconómico e todos os demais, possíveis de criar por combinação das rubricas das Demonstrações Financeiras, a fim de identificar outros rácios com capacidade preditiva que não tenham, ainda, sido identificados. Por fim, estudaram-se as formas de separação inicial das empresas na criação de funções, observando novos critérios, bem como a sua influência na performance dos modelos. Verificámos, para as empresas em estudo, a possibilidade de um modelo transnacional e sectorial, bem como existência de potencial explicativo em novos indicadores, na sua maioria de cariz macroeconómico, melhorando a capacidade preditiva das funções.
Observámos, ainda, que a separação de empresas com recurso ao critério da materialidade do Capital Próprio, em lugar dos tradicionais, otimiza a previsão da falência empresarial. (Cândido Jorge Peres Moreira)