Esta investigação foca-se na potenciação do e-learning e na sua evolução específica aplicada ao Ensino Básico e Secundário, tendo em consideração novas abordagens tecnológicas conforme vem sendo evidenciado pelas editoras escolares, e ao abrigo da Lei n.º 72/2017, de 16 de agosto, que promove o desenvolvimento e generalização da desmaterialização dos diversos recursos educativos.
Nesta abordagem de estudo de caso, a utilização heterogénea contraria os ambientes one size fits all e pode gerar a necessidade de diferentes estratégias de acordo com os perfis de utilizador, ou grupo de utilizadores. É assim necessário estudar o e‐learning através de uma abordagem sistémica, para identificar os principais obstáculos à potenciação e disseminação dos instrumentos tecnológicos, investigar as estratégias específicas para as ações de formação e do marketing empresarial, para promover a resolução de problemas na geração de valor (nível de adesão). A tecnologia pode não ser um fator impeditivo, mas a aplicabilidade da taxonomia das necessidades dos utilizadores, e as ações promocionais, podem não estar devidamente ajustados.
A metodologia desta investigação explorou as necessidades e motivações com base no quadro conceptual que se apresenta na secção 3.2., que inclui o desenvolvimento dos processos de oferta do e-learning, de formação da demanda, e da interação entre a oferta e demanda, a qual pode ser potenciada por políticas públicas adequadas. Para esse efeito, foram entrevistados fornecedores, e professores com diversos níveis de responsabilidade nas escolas e agrupamentos de escolas, assim como analisadas notícias e documentos estatísticos de domínio público. Desta forma, as interpretações e classificações qualitativas, foram, sempre que possível, combinadas com confirmações de ordem quantitativa. Os resultados confirmaram que as crenças sobre o estudo de caso do e-learning são em geral influenciadas pela maioria dos processos de implementação anteriores, ainda geralmente considerados como um fracasso não ultrapassado. Contudo, as evidências são alteradas pelos novos dados revelados sobre o impacto que a COVID-19 está a ter em todo o processo de organização educativa, especificamente na disseminação e inovação tecnológica.
A necessidade de formação específica para a utilização das diversas ferramentas de e-learning foi um obstáculo para os processos educativos mais eficientes e equitativos. Surgiram ofertas espontâneas e de emergência sobretudo promovidas pelas editoras escolares. Nesse sentido, evidencia-se a oportunidade para novas orientações e estratégias de potenciação de e-learning, que neste contexto e fase de implementação se focam no marketing empresarial e oportunidades de progressão na carreira dos professores. (Nuno Sotero Alves da Silva)