Aclamada pela prestigiada revista de jazz internacional "DownBeat" como "[...] uma cantora de jazz da mais alta ordem" e com um "futuro promissor" vaticinado por Quincy Jones, a cantora e compositora Maria Mendes foi até à data a única artista portuguesa no feminino a receber uma nomeação para o Grammy Americano. Em 2020, foi também nomeada para o Grammy Latino e venceu os EDISON Jazz Awards 2020 – prémio musical holandês equiparado ao Grammy.
Da sua lista de concertos esgotados, fazem parte salas e eventos tão importantes como o Concertgebouw (Amesterdão), os festivais de jazz North Sea e Montreaux, o Centro Cultural de Belém, a Casa da Música e SESC Pompeia (São Paulo). Teve, ainda, a honra de ser a primeira artista portuguesa a encabeçar o cartaz do icónico Blue Note Jazz Club de Nova Iorque.
O espectro da sua expressão musical resultou, até à data, em três álbuns a solo: Along the Road (2012), Innocentia (2015) e Close to Me (2019).
Além da sua estreita parceria com o pianista, arranjador e produtor americano John Beasley e a famosa Metropole Orkest, Maria Mendes teve colaborações frutíferas com a Brussels Jazz Orchestra e com a aclamada clarinetista de jazz Anat Cohen. Teve o seu tema original "Inverso" como canção integrante da banda sonora da novela portuguesa Ouro Verde (vencedora do Emmy Internacional, em 2018).
Maria Mendes estudou em Nova Iorque, com Sheila Jordan, Rio de Janeiro, com Leny Andrade, Bruxelas, com David Linx. No Porto, fez a sua licenciatura em Jazz na ESMAE (cantora Fay Claassen) e, em Roterdão, obteve o grau de mestrado pela CODARTS. Diplomas nos métodos de técnica vocal: Lichtenberg, Lax Vox Vocal Methode, RABINE Vocal Method e EVTS Estill Voice Trainings System. Como professora convidada, Maria Mendes tem desenvolvido colaborações internacionais com conservatórios e escolas superiores de música, com classes em improvisação vocal e arte do "phrasing".