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APRESENTAÇÃO


O Professor

A Arte da Programação (de Computadores) em 17 aulas e 3 livros é uma exposição de desenho e pintura do artista plástico Filipe Amaral, nascida da inspiração que este encontrou em fotografias de aulas de Programação de Computadores, dos anos letivos 2017-18, 2018-19 e 2019-20, que o Professor Paulo Enes da Silveira vem lecionando há mais de quarenta anos, dos quais, vinte e nove como docente da Universidade Lusíada de Lisboa, atualmente no Instituto de Engenharia e Tecnologias desta Universidade.

Para além dos documentos em suporte digital para apoio às aulas, o Professor tem o hábito de expor as matérias da Programação de Computadores nos quadros tradicionais que habitualmente são de ardósia e giz, mas que nas aulas de Programação são de acrílico, sobre o qual se escreve com marcadores. Esta escrita livre revela uma liberdade de exposição ao sabor da inspiração do momento e dos ecos dos alunos, que os documentos digitais não oferecem com a mesma facilidade. Todavia estes quadros tradicionais são apagados para neles se poder voltar a escrever, sendo que a fotografia veio salvar o seu conteúdo podendo, deste modo, guardá-los para consulta e estudo posteriores.

Assim foi concebida esta parceria entre Artista e Professor, da qual o primeiro escolheu excertos das aulas do segundo e, dando asas à sua criatividade, desenhou e pintou o quadro do Artista sobre o quadro do Professor.

Nas telas podem decifrar-se entre os elementos pictóricos, explanações de Programação Interativa, Programação Recursiva, Complexidade da Programação, Programação Orientada por Objetos, Programação Concorrente, Programação por Padrões, Programação Orientada por Aspetos e referências a Linguagens de Programação como o Java, o C# e o Python. Mas não falta o enquadramento do método de Descartes para resolver um Problema, ou as alegorias à escrita em Prosa e em Poesia. Não se encontra também ausente o tema “O poder corrompe”. 

O título desta exposição “A Arte da Programação” surge deste encontro da Arte com a Programação, não deixando de ter presente que a própria Programação de Computadores começou por ser uma Arte. Era necessário ser-se criativo, tal como um artista, para se inventar Programas. Assim confirmou Donald Knuth com os seus quatro volumes intitulados “The Art of Computer Programming” (1968). Mas com a organização das ideias para a Programação, surge o livro “A Discipline of Programming” (1976) de Edsgar Dijstra, e com a prática e a teorização surge o novo livro “The Science of Programming” (1981) de David Gries. 

O sub-título “17 AULAS E 3 LIVROS” remete para as 20 telas da exposição, dezassete sobre os quadros das aulas e as restantes sobre os três referidos livros, essenciais para a compreensão dos fundamentos e da evolução da Programação de Computadores.


Prof. Doutor Paulo Enes da Silveira

O Artista

A dialética entre a obra do Professor e a obra do Artista fundem-se num só trabalho, onde o real e o imaginário são selados pela criatividade de cada um deles, fornecendo matéria de análise e observação, onde o pensamento e o expressionismo abstrato fluem, através de pinceladas a óleo, da diversidade utilizada na paleta de cores, da mistura de signos e símbolos do “Vocabulário Alfa e Beta”, que se transformam em linguagem, onde o desenho é pensamento.

Estes ingredientes fazem desta parceria um polo de atração, que nos apresenta, como pano de fundo, emoções únicas e sentimentos diversos. Formas de pensamento interligam-se, escrita e imagem simbólica entram em simbiose, como se de uma forma homeostática se tratasse.

Os dois interlocutores criam pontos de ajuste formando um conjunto equilibrado e harmonioso, tendo como produto final diversas obras de arte.

No trabalho o Artista incorpora diversa simbologia inovadora que se interliga com os elementos do “Vocabulário Alfa e Beta” já conhecidos e padronizados. Neste seu vocabulário estão sintetizadas muitas das experiências produzidas pelo próprio Filipe Amaral como artista plástico. Ao longo dos anos através da prática quotidiana, da tentativa e erro, do gestualismo, surgiram muitas formas, algumas através de pesquisa, outras casualmente, de forma fortuita. Umas foram abandonadas e outras tornaram-se parte integrante e contínua de muitos dos signos e símbolos que fazem parte da composição dos trabalhos do Artista.

O “Vocabulário Alfa e Beta” foi sendo enriquecido e ampliado à medida que o Artista desenvolvia trabalho experimental de cariz abstracionista, onde os aspetos cromáticos são trabalhados, em interligação com noções de figura-fundo, transparências, velaturas, negativos, repetições, sombras e recortes de sombras, figuras ambíguas e outras técnicas abordadas, onde, desde 2007, os primeiros símbolos começam a despontar, após o abandono das influências de Vieira da Silva - quem com maior intensidade o marcou - mas também de Bridget Riley e de Victor Vasarely, que durante cerca de sete anos marcaram o trabalho do Artista.

Em 2008 as primeiras formas ainda são pouco visíveis, mas começavam já a contaminar o ambiente de cada trabalho e a apropriar-se dele, cada vez mais, com o decorrer do tempo.

O Artista, enquanto professor, procura realizar um percurso pessoal e artístico que aponta para a liberdade de pensamento, tentando sempre fazer algo que ninguém fez, para obter algo que ninguém tem.

Ao longo do tempo o Artista tem estado atento às vanguardas europeias e mundiais e ao pensamento crítico, explorando ao longo do seu caminho a interdisciplinaridade, a sobreposição de estilos, a arte de fragmentação, o expressionismo abstrato, a arte crítica/arte útil, explorando diversos meios de expressão plástica.

Desta forma, transforma diversas linguagens, transferidas de várias áreas do conhecimento, em propostas vanguardistas, onde incorpora o conhecimento de autores como Adam Grant “Originais”, Nassim Taleb “Cisne Negro” e “Antifrágil”, Eric Ries “The Lean Startup”, José Saramago “O Homem Duplicado”, bem como outros que fazem parte da imagética que rodeia Filipe Amaral enquanto artista, leitor e consumidor.

Uma vez mais, a profissão de professor se interliga com a sua outra profissão de artista plástico e ao longo dos anos tem sabido conciliar as duas, criando diversos projetos onde as artes plásticas estão sempre presentes. Alguns deles foram “Arte e Linguagem”, “Cais de 4 – Arte e Criatividade”, “Cais de Abrigo – Artes” e “Primeiro Museu Escolar Português de Arte Contemporânea”.

Estes projetos de pesquisa, com muitos alunos seus e de outras turmas, promoveram a autonomia e a criatividade, melhoraram a autoconfiança e a autoestima de alunos que não gostavam da escola, evitando o abandono escolar precoce, promoveram o debate de ideias e a criação de fatores de tensão e desordem, promovendo seres originais, isto é, não conformistas, que conseguem abandonar o conhecimento instituído e criar outro mais inovador, gerando mais valias, para a escola, para os próprios e para a sociedade.

 Pensar fora da caixa é deveras gratificante!


Filipe Amaral

ARTISTA PLÁSTICO


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Filipe Amaral

É conhecido pela forma como utiliza a simbologia abstrata, com cores estridentes, em materiais muito diversificados, onde os óleos, as tintas industriais, os espatulados e os acrílicos constroem as peças que fazem parte de cada projeto idealizado. A versatilidade e a curiosidade levam-no para pesquisas como a intervenção em ruínas ou a criação do "past-story".

INAUGURAÇÃO


5 A 26 MAIO 2022 • 10H00 - 19H00 • SALA DE EXPOSIÇÕES — UNIVERSIDADE LUSÍADA [LISBOA]
Exposição A Arte da Programação (dezassete aulas e três livros).
Artista plásticoFilipe Amaral
Inauguração
5 maio 2022 [18H00]

CATÁLOGO


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1 - Título – Programação Orientada por Aspectos
Técnica – Óleo sobre papel
Dimensões – 65 cm x 50 cm
Ano – 2022

2 - Título – Boa Páscoa
Técnica – Óleo sobre papel
Dimensões – 50 cm x 65 cm
Ano – 2022

3 - Título – Funcionário Manuel
Técnica – Óleo sobre papel
Dimensões – 65 cm x 50 cm
Ano – 2022

4 - Título – Uma Disciplina da Programação
Técnica – Óleo sobre papel
Dimensões – 65 cm x 50 cm
Ano – 2022

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5 - Título – Programação por Padrões
Técnica – Óleo sobre papel
Dimensões – 65 cm x 50 cm
Ano – 2022


6 - Título – Behavorismo
Técnica – Óleo sobre papel
Dimensões – 65 cm x 50 cm
Ano – 2022

7 - Título – Prosa e Poesia
Técnica – Óleo sobre papel
Dimensões – 65 cm x 50 cm
Ano – 2022

8 - Título – Veículos
Técnica – Óleo sobre papel
Dimensões – 65 cm x 50 cm
Ano – 2022

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9 - Título – A Arte de Programar
Técnica – Óleo sobre papel
Dimensões – 65 cm x 50 cm
Ano – 2022

10 - Título – Execução e Compilação
Técnica – Óleo sobre papel
Dimensões – 65 cm x 50 cm
Ano – 2022

11 - Título – A Ciência da Programação
Técnica – Óleo sobre papel
Dimensões – 65 cm x 50 cm
Ano – 2022

12 - Título – Estrutural
Técnica – Óleo sobre papel
Dimensões – 65 cm x 50 cm
Ano – 2022

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13 - Título – Programação Recursiva
Técnica – Óleo sobre papel
Dimensões – 65 cm x 50 cm
Ano – 2022

14 - Título – O Poder Corrompe
Técnica – Óleo sobre papel
Dimensões – 50 cm x 65 cm
Ano – 2022

15 - Título – A Lista
Técnica – Óleo sobre papel
Dimensões – 65 cm x 50 cm
Ano – 2022

16 - Título – Programação Concorrente - Peças de Computador
Técnica – Óleo sobre papel
Dimensões – 65 cm x 50 cm
Ano – 2022

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17 - Título – Código Java
Técnica – Óleo sobre papel
Dimensões – 65 cm x 50 cm
Ano – 2022

18 - Título – Programação Invertida
Técnica – Óleo sobre papel
Dimensões – 65 cm x 50 cm
Ano – 2022

19 - Título – Capacidade Máxima
Técnica – Óleo sobre papel
Dimensões – 50 cm x 65 cm
Ano – 2022

20 - Título – Neve na Programação
Técnica – Óleo sobre papel
Dimensões – 65 cm x 50 cm
Ano – 2022

 

Organização

Notícia

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PEDIDO DE INFORMAÇÃO


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   Dr.ª Natália Oliveira

   Gabinete de Relações Públicas

   Rua Junqueira, 188 - 198 • 1349 - 001 Lisboa

   09H00 - 18H00 (segunda a sexta-feira)

   +351 213 611 631

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